📍 PESQUEIRA
Câmara de Pesqueira barra CPI contra prefeito e vereadores acusados de corrupção
A Câmara de Vereadores de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, rejeitou o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito Cacique Marcos Xukuru (Republicanos) e os vereadores Sil Xukuru (PT) e Pastinha Xukuru (PP). Eles são réus em uma ação que apura um suposto esquema de corrupção com desvio de mais de R$ 15,6 milhões dos cofres públicos.
Pedido foi rejeitado por falta de assinaturas
A proposta de CPI foi apresentada pela oposição e votada durante sessão ordinária na terça-feira (29). No entanto, o pedido obteve apenas quatro das cinco assinaturas necessárias para ser aprovado — o equivalente a um terço dos 15 parlamentares que compõem a Casa Legislativa.
A favor da investigação se posicionaram os vereadores:
Mateus Leite (Podemos), autor do pedido;Biá Cabral (PSDB);
Gel Napoleão (PL);
Evando Júnior (PSD).
“Hoje, Pesqueira já tem a certeza que existe uma grave suspeita de corrupção. Vamos agir por nossa cidade”, declarou Mateus Leite durante a sessão.
Acusações e controvérsia
O prefeito Cacique Marcos Xukuru é acusado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) de liderar uma organização criminosa responsável por fraudar pelo menos 15 processos licitatórios entre janeiro de 2021 e setembro de 2022. Ele também responde por lavagem de dinheiro e fraude em licitações.
Apesar disso, o prefeito nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.
Durante a sessão, Leite rebateu a defesa de Marcos Xukuru:
“Não chegamos aqui, em momento nenhum, para fazer politicagem nem levantar em falso. Nós devemos satisfação ao povo e não a quem está acima de nós, seja deputado, prefeito, quem quer que seja.
Se CPI fosse artigo de politicagem, a gente não via aqui pedir uma comissão de inquérito não. Nós íamos para a rua, com o povo, dando um grito: ‘impeachment já’.”
Debate sobre quorum
A oposição argumenta que, com os vereadores Sil Xukuru e Pastinha Xukuru afastados judicialmente das atividades legislativas, a CPI poderia ser instaurada com apenas quatro assinaturas.
No entanto, o presidente da Câmara Municipal, Guila Araújo (PDT), rejeitou esse entendimento.
“Eles estão afastados das atividades legislativas, não excluídos”, justificou.
Com isso, a proposta foi oficialmente arquivada.
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