Em um momento em que milhares de famílias enfrentam dificuldades econômicas, precariedade nos serviços públicos e alta nos preços dos alimentos, a Câmara Municipal de Garanhuns aprovou, nesta semana, um projeto que aumenta ainda mais os benefícios para quem já está no topo da folha de pagamento do município.
Por 14 votos a favor e apenas 3 contrários, os vereadores aprovaram um auxílio-alimentação mensal de R$ 5.000,00 para o prefeito Sivaldo Albino (PSB), além de R$ 2.500,00 para o vice-prefeito, secretários municipais e presidentes de autarquias. O novo “extra” será pago inclusive durante as férias dos gestores.
O projeto foi enviado pelo próprio prefeito, em regime de urgência, e deve ser sancionado nos próximos dias. Com isso, o salário do chefe do Executivo, que hoje é de R$ 34.774,64, passará a R$ 39.774,64 por mês, livre de impostos. O vice-prefeito passará a receber R$ 19.887,32, e secretários e presidentes de autarquias chegarão a R$ 16.270,00 mensais.
Tudo isso além das diárias pagas em viagens, que variam entre R$ 594 e R$ 1.633,50, apenas para alimentação, hospedagem e deslocamento — um valor que, por si só, já cobre muitos almoços e jantares.
A justificativa da prefeitura é de que o benefício tem caráter indenizatório e está previsto no orçamento. A Câmara também afirma que todos os trâmites foram legais e seguidos pelas comissões internas.
No entanto, a população questiona:
➡️ E a alimentação das famílias de baixa renda, que recebem cestas básicas insuficientes ou sequer têm acesso?
➡️ E os estudantes que precisam de merenda escolar de qualidade?
➡️ E os profissionais da saúde que enfrentam plantões exaustivos com baixos salários?
Enquanto isso, os salários da elite política sobem em silêncio e em ritmo acelerado.
Apenas três vereadores votaram contra a medida: Ruber Neto, Fernando da Iza e Thiago Paes — os únicos que se posicionaram contra esse gasto extra com quem já ganha muito.






