Em um movimento decisivo para a política local, os nove vereadores de Arcoverde formalizaram a convocação de uma sessão extraordinária, agendada para a próxima sexta-feira, dia 17, às 19h. O objetivo central deste encontro legislativo é a análise minuciosa de uma denúncia protocolada contra o atual presidente da Câmara Municipal, Luciano Rodrigues Pacheco. A convocação, assinada pelo grupo de parlamentares, reflete a urgência e a seriedade com que o Legislativo pretende tratar as alegações que pesam sobre a presidência da Casa.
O edital que embasa o chamamento estabelece que a pauta da sessão incluirá a leitura oficial do documento de denúncia e a exposição detalhada dos fatos supervenientes. Além disso, o rito institucional prevê o sorteio dos membros que comporão a nova comissão processante, responsável por conduzir as investigações com a imparcialidade necessária. Esta etapa é fundamental para que o processo tramite seguindo rigorosamente os trâmites da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Casa Legislativa.
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O cerne da polêmica reside em uma suposta quebra de decoro parlamentar. A denúncia aponta que, em sessão realizada no dia 22 de dezembro de 2025, Luciano Pacheco declarou na tribuna ter abdicado de sua carreira advocatícia. Contudo, evidências apresentadas posteriormente indicam a continuidade do exercício profissional em diversos órgãos do Poder Judiciário. Tal divergência entre o discurso oficial e a prática documental gerou perplexidade entre os pares e a opinião pública, levando os vereadores Célia Galindo, Claudelino Costa, Eriberto do Sacolão, João Marcos, João Taxista, Luiza Margarida, Paulinho Wanderley, Rodrigo Roa e Wellington Siqueira a buscarem respostas institucionais.
A expectativa da população e dos observadores da cena política de Arcoverde é que a sessão da próxima sexta-feira marque o início de um novo capítulo de transparência. A instalação da comissão é o primeiro passo para apurar se houve, de fato, má conduta ou violação das normas que regem o comportamento dos edis. O processo agora segue para a fase de instrução, onde o presidente terá o amplo direito ao contraditório e à defesa, garantindo que o rito democrático seja preservado até a conclusão final do julgamento político.






