A Câmara de Vereadores de Arcoverde voltou a adiar a análise do eventual processo de cassação do vereador Claudelino Costa (PSB). Durante a sessão desta semana, a vereadora Célia Galindo, relatora da Comissão Prévia, solicitou vistas ao parecer do setor jurídico da Casa James Pacheco, que recomenda a suspensão dos trabalhos de análise da denúncia.
Célia Galindo havia emitido, em outubro, parecer favorável ao recebimento da denúncia, mas o pedido de vistas interrompeu novamente o andamento do caso. Com isso, a discussão e possível votação ficaram para a última sessão do Legislativo municipal, marcada para a próxima segunda-feira (22).
Nos bastidores, o novo adiamento gerou questionamentos sobre a postura dos parlamentares que dão sustentação política ao vereador investigado. A principal indagação levantada é sobre o receio de submeter o processo ao plenário, onde a denúncia poderia ser aceita ou rejeitada pelos vereadores.
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O advogado Eldy Magalhães, que representa o empresário Micael Goes, esteve presente no plenário com a intenção de se manifestar na Tribuna Livre, rebatendo o conteúdo do parecer jurídico da Câmara. No entanto, diante do pedido de vistas, optou por adiar sua fala para a próxima sessão.
No campo judicial, a situação do vereador se agravou. A Polícia Civil descartou a versão de ameaça apresentada pela defesa e apontou indícios de peculato, indicando que Claudelino Costa teria utilizado o cargo para oferecer vantagem indevida.
De acordo com a investigação, áudios e vídeos analisados mostram o parlamentar oferecendo benefícios ao empresário, o que, segundo os investigadores, fragiliza a linha de defesa e reforça a suspeita de uso do mandato para fins ilícitos.






