Em uma declaração contundente durante entrevista ao programa "Questão de Cidadania", da Rede Gospel FM, o pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), utilizou um tom irônico para tecer críticas severas à atual gestão federal. Ao abordar a política econômica do governo Lula, Caiado afirmou que o petista seria "o melhor presidente que o Paraguai já teve", sugerindo que o atual cenário econômico brasileiro estaria incentivando o êxodo de empresas nacionais para o país vizinho.
O pré-candidato baseou seu argumento em relatos colhidos durante uma visita recente à tradicional Rua 25 de Março, em São Paulo, um dos maiores polos comerciais da América Latina. Segundo Caiado, lojistas e empresários do setor estariam migrando suas operações para o Paraguai como forma de escapar da elevada carga tributária brasileira e das dificuldades de gestão impostas pelo atual modelo econômico do país, resultando em uma perda direta de competitividade e postos de trabalho para o Brasil.
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Além do campo econômico, a entrevista abordou temas sensíveis como segurança pública e o avanço das facções criminosas no território nacional. Caiado acusou o Partido dos Trabalhadores de suposta conivência com o crime organizado, citando casos pretéritos para sustentar suas críticas. O ex-governador estimou que cerca de 60 milhões de brasileiros vivam atualmente sob o domínio indireto ou direto de organizações criminosas que, segundo ele, teriam se infiltrado em setores estratégicos da economia, como transporte urbano e sistemas financeiros.
No que diz respeito ao sistema prisional, o pré-candidato defendeu enfaticamente o modelo implementado em sua gestão em Goiás. O sistema, que inclui o bloqueio total de sinais de celular, a proibição de visitas íntimas e a utilização intensiva de scanners corporais, foi apontado por Caiado como a solução viável para impedir que detentos continuem a comandar atividades ilícitas de dentro das unidades prisionais. A fala reflete a estratégia do candidato em pautar seu projeto nacional na experiência administrativa goiana, contrapondo suas diretrizes às ações do governo central.






