Brasileira processa MrBeast Industries por assédio moral e sexual

A brasileira Lorrayne Mavromatis tornou público um grave cenário de hostilidade vivenciado durante o período em que atuou na MrBeast Industries, empresa gerida pelo influenciador Jimmy Donaldson, mundialmente conhecido como MrBeast. Através de um relato contundente em suas redes sociais e de uma ação judicial protocolada em um tribunal da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a ex-executiva denunciou episódios persistentes de assédio sexual, moral e discriminação de gênero, que teriam marcado sua trajetória profissional na companhia nos últimos três anos.
Mavromatis, que ocupava uma posição de alto escalão na organização, descreveu um ambiente de trabalho que classificou como um "clube do bolinha". Segundo a brasileira, sua voz era frequentemente silenciada em reuniões, onde ideias apresentadas por ela eram ignoradas, apenas para serem celebradas quando repetidas por colegas homens minutos depois. O relato detalha ainda situações de humilhação pública e exigências incompatíveis com o cargo, reforçando um padrão de exclusão que impactou severamente sua saúde mental e estabilidade profissional.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
O processo ganha contornos dramáticos ao abordar o período da maternidade de Lorrayne. A autora da ação afirma que foi pressionada a trabalhar mesmo durante o trabalho de parto e no puerpério, ignorando-se completamente seus direitos básicos e a necessidade de recuperação física. A denúncia aponta que, menos de três semanas após seu retorno integral ao posto, ela foi demitida sob o pretexto de possuir um "calibre muito alto" para a função, sendo posteriormente substituída por um homem. Tal conduta, segundo a defesa, viola a Lei de Licença Familiar e Médica (FMLA), configurando uma clara retaliação por sua condição de mãe.
Além das questões trabalhistas, a brasileira alega ter sido vítima de assédio sexual, citando reuniões privadas intimidadoras e comentários depreciativos sobre sua aparência por parte da gestão da empresa. O caso coloca em xeque a cultura organizacional do império digital de MrBeast, que acumula mais de 470 milhões de inscritos e movimenta cifras milionárias. Até o momento, a MrBeast Industries não apresentou uma defesa formal detalhada sobre as acusações, mas o processo judicial segue em curso, representando um marco na luta de mulheres por dignidade e igualdade em ambientes corporativos de alta pressão nos EUA.
Tags:
Mundo
Mais notícias

Ministro Flávio Dino nega soltura de Deolane Bezerra e aponta ausência de ilegalidade na prisão
24 de maio de 2026 às 12:00
Pedra figura entre os municípios com menor Índice de Progresso Social em Pernambuco
23 de maio de 2026 às 02:32
Confronto entre torcedores e indivíduo provoca tumulto em lanchonete nos Aflitos
23 de maio de 2026 às 18:35



