Brasil registra crescimento recorde de domicílios com apenas um morador em 2025

O Brasil atravessa uma transformação profunda em sua estrutura domiciliar, consolidando uma tendência que altera o perfil das famílias brasileiras. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE, o número de lares ocupados por apenas uma pessoa atingiu a marca de 19,7% em 2025. Esse cenário representa um salto expressivo na última década; em 2012, os lares unipessoais correspondiam a apenas 12,2% do total. Em termos absolutos, o país passou de 7,5 milhões para impressionantes 15,6 milhões de brasileiros vivendo sozinhos, um crescimento superior a 109% no período.
Especialistas apontam que essa mudança de paradigma está diretamente ligada ao envelhecimento populacional e à reconfiguração dos núcleos familiares modernos. O analista do IBGE, William Kratochwill, destaca que a transição demográfica é o motor dessa expansão. "À medida que a expectativa de vida aumenta e as famílias passam por reconfigurações, cresce o número de pessoas que passam a viver sozinhas em etapas mais avançadas da vida", explica o técnico, mencionando fatores determinantes como a viuvez e a saída definitiva dos filhos de casa.
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As disparidades entre gêneros também são um ponto de atenção nos dados. Entre os homens, viver sozinho costuma estar associado a separações ou deslocamentos profissionais em grandes centros urbanos. Já entre as mulheres, o padrão reflete a maior longevidade feminina e a escolha pela autonomia. Mais de 56% das mulheres que residem sozinhas possuem 60 anos ou mais. Este movimento é mais acentuado em capitais como Florianópolis, onde o índice de moradias individuais chega a 30,5%, evidenciando como a urbanização e o acesso a serviços influenciam a decisão de morar só.
Paralelamente, o Brasil observa uma mudança drástica na pirâmide etária. A base da estrutura populacional, composta por crianças e jovens, tem se estreitado devido à queda nas taxas de fecundidade, enquanto as faixas adultas e idosas ganham peso proporcional. Com a população atingindo 212,7 milhões de pessoas e uma taxa de crescimento desacelerada, que gira em torno de 0,40% ao ano, o país se prepara para um futuro de estabilização demográfica. Este novo arranjo social, embora desafiador em termos de políticas públicas de cuidado, reafirma a busca por individualidade e independência em uma sociedade em constante evolução.
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