O Brasil pode se consolidar como um porto seguro para investimentos chineses diante do cenário de instabilidade na América Latina, intensificado após a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A avaliação é do economista Elias Jabbour, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Segundo o economista, a tendência é de que empresas e o Estado chinês adotem critérios ainda mais rigorosos na escolha dos países da região que receberão investimentos. Esse movimento pode abrir espaço para o Brasil se destacar como destino mais estável e previsível para novos aportes chineses, especialmente em áreas estratégicas.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Jabbour ressalta que, embora a China mantenha relações econômicas com a Venezuela, o país não é central para o abastecimento energético chinês. O petróleo venezuelano representa cerca de 4% do consumo da China, que depende majoritariamente de fornecedores do Oriente Médio. Atualmente, Pequim possui aproximadamente US$ 60 bilhões em empréstimos reestruturados com a Venezuela, além de parcerias empresariais firmadas após a renegociação da dívida.
De acordo com o professor, China é hoje o principal mercado para produtos brasileiros e latino-americanos, superando os Estados Unidos. Além disso, é o país que mais tem capacidade de suprir o déficit histórico de investimentos em infraestrutura na região.
Na avaliação do economista, os Estados Unidos não conseguem atender às necessidades atuais da América Latina nesse setor, enquanto a China vem demonstrando capacidade de investir centenas de bilhões de dólares em projetos estruturantes. Esse cenário, segundo ele, cria desafios para a região, mas também oportunidades estratégicas para o Brasil, que pode ampliar sua atratividade como destino de investimentos chineses de longo prazo.






