O Brasil aparece em 1º lugar em um levantamento internacional que compara o número de servidores públicos com salários acima do limite constitucional. O estudo analisou contracheques de funcionários de dez países, entre eles Alemanha, Estados Unidos, França, Itália e Portugal, e concluiu que nenhum outro país possui tantos casos de remunerações acima do teto quanto o Brasil.
Atualmente, 53.500 servidores recebem valores superiores a R$ 46.360 por mês, o que representa um custo anual de R$ 20 bilhões aos cofres públicos. O montante é 21 vezes maior do que o registrado na Argentina, que aparece na 2ª posição da lista.
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Especialistas apontam que a dificuldade em combater o problema está ligada à falta de avanço de medidas estruturais no Congresso Nacional. Há mais de uma década tramita um projeto que pretende limitar e revisar os chamados "supersalários", mas ele permanece parado entre as comissões do Legislativo.
Para economistas, a permanência desses vencimentos acima do teto representa um entrave no momento em que o país busca formas de ajustar as contas públicas e reduzir desigualdades dentro do próprio Estado.






