Vista panoramica da cidade de Arcoverde, PernambucoLogo Arcoverde Agora
Brasil

Brasil evita confronto com EUA sobre possível classificação de facções como grupos terroristas

Por Redação Arcoverde Agora
Brasil evita confronto com EUA sobre possível classificação de facções como grupos terroristas

O governo do Brasil tem adotado uma postura cautelosa diante da possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Segundo análise da jornalista Jussara Soares, exibida no programa CNN Prime Time, a estratégia brasileira tem sido evitar embates diretos e ganhar tempo para discutir o tema diplomaticamente.

A orientação do Itamaraty tem sido manter uma espécie de “não-reação” pública, evitando ampliar o ruído diplomático. Dentro do governo, há avaliação de que o debate sobre a classificação das facções estaria sendo impulsionado por setores da oposição, especialmente ligados ao bolsonarismo.

A prioridade neste momento, segundo fontes do governo, é preservar o canal de diálogo recentemente aberto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano Donald Trump.

“Não escalar, não reagir, não fazer esse debate por redes sociais, não ficar emitindo declarações públicas”, explicou a analista.

📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!

Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.

👉 Clique aqui e entre no nosso canal

Preocupação com a soberania

O principal argumento do governo brasileiro contra a classificação das facções como organizações terroristas não está ligado à recusa em combater o crime organizado, mas às possíveis consequências jurídicas e políticas dessa medida.

Segundo diplomatas, a designação poderia abrir espaço para sanções econômicas ou até intervenções externas, o que seria visto como ameaça à soberania nacional.

O chanceler Mauro Vieira discutiu o tema no último domingo (8) com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Na conversa, também foi menciona

da a possibilidade de uma visita de Lula aos Estados Unidos para encontro com Trump.

Avanços no combate ao crime

Como parte da estratégia diplomática, o Brasil pretende apresentar aos americanos medidas legislativas e políticas de segurança pública adotadas no país.

Entre os exemplos citados estão o Projeto de Lei antifacção, aprovado no Congresso, e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança, atualmente em tramitação no Congresso Nacional do Brasil.

Além disso, Lula já propôs a Trump uma parceria bilateral para combater o crime organizado, com foco no tráfico internacional de armas e em crimes financeiros.

A expectativa do governo brasileiro é que, caso o encontro entre os dois líderes seja confirmado, Lula possa apresentar pessoalmente os argumentos do Brasil e evitar que a discussão sobre facções criminosas afete a relação diplomática entre os dois países.

Tags:

Brasil

Site criado pela

logo