A renomada atriz Beth Goulart, responsável por dar vida à personagem Maria na grandiosa encenação da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, compartilhou reflexões profundas sobre o desafio de interpretar um dos ícones mais significativos da história cristã. Em entrevista recente, Goulart destacou que sua construção da personagem vai muito além da representação bíblica, focando na força feminina universal e na capacidade de resiliência inerente à maternidade. Para a atriz, Maria não é apenas uma figura histórica, mas um símbolo de todas as mulheres do mundo que enfrentam provações e dores profundas ao longo de suas trajetórias.
O espetáculo, que segue em cartaz até o próximo sábado no distrito de Fazenda Nova, em Brejo da Madre de Deus, consolida-se como uma das maiores manifestações culturais e religiosas do país. Ao atuar no maior teatro ao ar livre do mundo, Beth Goulart ressalta que a complexidade do papel reside na gestão de uma emoção extrema: a perda de um filho. Segundo ela, Maria vivencia a dor mais profunda que um ser humano pode suportar, mas o faz com uma dignidade que serve de lição de vida para o público que acompanha a peça, transformando o luto em uma missão de aceitação e transcendência.
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Dentre os momentos que exigem maior carga dramática, a cena da Pietá se destaca como o ápice da interpretação de Goulart. É neste instante, ao receber o corpo de Jesus após a crucificação, que a atriz explora a dualidade entre o sofrimento humano e a aceitação espiritual do propósito divino. Ela descreve essa sequência como o ponto onde a despedida do homem Jesus se mistura à compreensão do espírito transcendente, um desafio que exige uma entrega total do elenco. A performance de Beth Goulart é amplificada pelo cenário monumental e pela atuação conjunta de grandes nomes, como Dudu Azevedo no papel de Jesus e Marcelo Serrado como Pilatos.
A montagem não se limita apenas à encenação do passado, mas convida o público a uma reflexão urgente sobre os ensinamentos de amor, simplicidade e fé deixados por Jesus. Beth enfatiza que, em um mundo de incertezas, a arte cumpre um papel fundamental de espelho social, lembrando a plateia sobre a importância de escolher caminhos pautados pela empatia. Com quase 450 atores e figurantes em cena, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém reafirma, edição após edição, que a história da humanidade está intrinsecamente ligada à mensagem de resiliência e amor transmitida pelo sacrifício retratado no Monte do Calvário.






