O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, comunicou ao senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, que decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro ocorreu em um jantar na segunda-feira (20), no Palácio da Alvorada.
Lula quis ter a conversa antes de sua viagem para a Ásia, de onde só retorna no próximo dia 28. Ministros confirmaram que a intenção é anunciar a escolha na volta da viagem.
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Pressão e Trocas Políticas no Congresso
A escolha de Messias confronta a avaliação de Alcolumbre, que prefere o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), alegando que ele teria mais trânsito no Congresso. No entanto, aliados afirmam que Lula confia muito em Messias e não deve voltar atrás, embora vá conversar com Pacheco por deferência.
O cenário político por trás da indicação envolve trocas de favores entre o Executivo e o Senado:
Margem Equatorial: Alcolumbre conseguiu com que Lula o ajudasse a pressionar o Ibama a autorizar a prospecção de petróleo na Margem Equatorial.
Licenciamento Ambiental: Em troca, Alcolumbre tem demonstrado boa vontade para adiar a sessão do Congresso que pode derrubar os vetos de Lula ao projeto que flexibiliza as regras para o licenciamento ambiental, evitando uma derrota do governo às vésperas da COP-30, em Belém.
Pacheco e a Disputa em Minas
Lula prefere que Pacheco dispute o governo de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do País, para servir de palanque em sua campanha por um novo mandato. Contudo, o PSD de Pacheco vai filiar o vice-governador de Minas, Mateus Simões, no próximo dia 27, indicando que ele concorrerá à sucessão de Romeu Zema (Novo) no ano que vem.
A indicação de Messias para o STF ainda precisa passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e do plenário da Casa.






