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Barragem de Jucazinho permanece em estado crítico com apenas 0,99% da capacidade

Por Redação Arcoverde Agora
Barragem de Jucazinho permanece em estado crítico com apenas 0,99% da capacidade

A barragem de Jucazinho, localizada estrategicamente no município de Surubim, no Agreste de Pernambuco, continua enfrentando um cenário de extrema gravidade hídrica. De acordo com os dados oficiais divulgados nesta terça-feira (3) pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o reservatório opera com apenas 0,99% de sua capacidade total. Embora as precipitações registradas nos últimos dias tenham proporcionado uma leve variação positiva no volume armazenado, o montante ainda é insuficiente para alterar o estado de colapso em que o sistema se encontra.

Para se ter uma dimensão da precariedade do quadro, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) reportou que, na segunda-feira anterior, o nível da barragem situava-se em 0,43%. O pequeno incremento observado representa uma diferença de apenas 0,56% em 24 horas, valor que, na prática, não oferece segurança hídrica para as regiões dependentes. Com capacidade nominal para acumular aproximadamente 204,8 milhões de metros cúbicos, o reservatório retém atualmente pouco mais de 2 milhões de metros cúbicos, confirmando a necessidade de monitoramento rigoroso e medidas urgentes de gestão de recursos.

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O impacto do colapso técnico de Jucazinho é sentido diretamente por 13 municípios da região, que dependem quase exclusivamente deste sistema para o abastecimento humano e industrial. A lista de cidades afetadas inclui Surubim, Casinhas, Salgadinho, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertentes, Vertente do Lério, Toritama, Cumaru, Passira, Riacho das Almas, Bezerros e Gravatá. A continuidade dessa situação exige que os órgãos governamentais mantenham estratégias de contingência, como o uso de carros-pipa e o racionamento severo, visando mitigar os danos à população.

Além do impacto imediato, especialistas destacam que a recuperação do manancial depende não apenas de chuvas isoladas, mas de um ciclo de pluviosidade constante na bacia hidrográfica do rio Capibaribe. Enquanto os níveis permanecem próximos de zero, as autoridades recomendam que os moradores dessas cidades pratiquem o uso racional da água, evitando desperdícios em atividades domésticas. A situação de Jucazinho é um reflexo das mudanças climáticas e da necessidade premente de investimentos em infraestrutura hídrica e preservação ambiental no interior de Pernambuco, garantindo que o acesso à água seja preservado mesmo em períodos de estiagem prolongada.

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