O conselho de administração do Banco de Brasília (BRB) anunciou uma proposta estratégica de aumento de capital que pode atingir até R$ 8,86 bilhões. A operação, que visa fortalecer a estrutura financeira da instituição, prevê a emissão de 1,68 bilhão de novas ações, com o preço unitário fixado em R$ 5,29. Este valor representa um ágio de aproximadamente 12,8% em relação ao preço de fechamento das ações na última segunda-feira, quando o ativo encerrou o pregão cotado a R$ 4,69.
Considerando que o capital social atual do banco é de R$ 2,34 bilhões, a bem-sucedida concretização desta operação elevaria o capital da instituição para cerca de R$ 11,2 bilhões, representando um salto significativo que quadruplicaria o valor atual. O processo de aumento de capital é uma prática comum no setor bancário, utilizada para reforçar o caixa, financiar projetos de expansão e, fundamentalmente, cumprir exigências de prudência financeira estabelecidas pelos órgãos reguladores. A proposta será submetida à apreciação dos acionistas em assembleia geral agendada para o dia 18 de março.
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O movimento do BRB ocorre em um contexto de reestruturação do banco, intensificado por esforços do Governo do Distrito Federal para assegurar a estabilidade da instituição. Entre as medidas autorizadas pela Câmara Legislativa, incluem-se a utilização de ativos públicos e a contratação de empréstimos, compondo um pacote de suporte que pode chegar a R$ 6,6 bilhões. Este cenário de fortalecimento patrimonial surge após um período de turbulência, marcado por investigações sobre operações financeiras realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025.
De acordo com relatórios de auditorias independentes e do Banco Central, as perdas decorrentes dessas operações com o Master podem totalizar cerca de R$ 8 bilhões. Diante desse panorama desafiador, a administração do BRB sustenta que o aumento de capital é um passo essencial para reduzir o grau de alavancagem do conglomerado prudencial, ampliando significativamente a capacidade da instituição de absorver eventuais perdas e garantir a continuidade das suas atividades com segurança jurídica e solidez patrimonial perante o mercado e seus correntistas.






