O Banco Central do Brasil (BC) oficializou, nesta quinta-feira (7), o lançamento do "Plano de Integridade para o ciclo 2026-2027". O documento reforça a ética como pilar central da autoridade monetária, consolidando uma agenda institucional que prioriza a excelência, a cooperação, a sustentabilidade e, acima de tudo, o interesse público. A iniciativa surge em um momento estratégico para a autarquia, visando restaurar a confiança institucional diante de desafios enfrentados pela regulação financeira nos últimos anos.
A necessidade de um novo plano tornou-se evidente após episódios críticos ocorridos em março deste ano, quando a Polícia Federal deflagrou operações contra servidores de alto escalão do BC sob suspeita de receber vantagens indevidas. Entre os investigados figuram o ex-diretor de fiscalização, Paulo Sérgio Neves de Sousa, e o ex-chefe de departamento Bellini Santana. Ambos foram afastados após indícios de favorecimento na supervisão do Banco Master, caso que culminou na liquidação da instituição financeira após uma crise severa ao final de 2025.
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Para mitigar riscos futuros, o novo plano estabelece 36 ações concretas divididas em sete eixos temáticos. Segundo a diretoria do Banco Central, a estratégia contempla desde a atualização da Política de Conformidade (Compliance) até o aprimoramento dos canais de denúncia. A gestão da integridade agora será tratada de forma holística, integrando a prevenção, detecção e responsabilização de atos de corrupção como prioridades inegociáveis. O documento enfatiza que a transparência será o norte para qualquer decisão que envolva a supervisão do mercado bancário nacional.
Além do combate direto a fraudes, o plano de 2026-2027 traz um foco renovado em capacitação de pessoal e inclusão, abordando explicitamente o enfrentamento ao assédio e à discriminação dentro da estrutura organizacional. O BC ressaltou que a integridade não é apenas uma diretriz normativa, mas uma cultura que deve permear todos os processos de trabalho para assegurar que a proteção dos direitos dos cidadãos e a estabilidade do sistema financeiro sejam mantidas com rigor técnico e imparcialidade absoluta, recuperando o prestígio da autarquia perante o mercado e a sociedade.






