Vista panoramica da cidade de Arcoverde, PernambucoLogo Arcoverde Agora
Brasil

Banco Central defende liquidação do Banco Master após fraude bilionária

Por Redação Arcoverde Agora
Banco Central defende liquidação do Banco Master após fraude bilionária

Em novembro, após operações da Polícia Federal, investigações sobre fraudes financeiras e a prisão de empresários, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinando a interrupção imediata das atividades da instituição e sua retirada organizada do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A liquidação extrajudicial é aplicada em situações de insolvência considerada irrecuperável, quando o banco não tem mais condições de honrar seus compromissos financeiros, ou diante de infrações graves às normas do sistema financeiro. No caso do Banco Master, chamou atenção o fato de o BC ter avançado diretamente para a liquidação, sem a adoção prévia de medidas cautelares, como regimes de administração especial ou tentativas de reestruturação.

Historicamente, o Banco Central costuma lançar mão de instrumentos preventivos antes de decretar a liquidação de uma instituição financeira. No entanto, segundo as autoridades, no caso do Master, a avaliação foi de que não havia mais espaço para negociação ou recuperação, diante da gravidade da situação identificada.

A liquidação ocorreu em meio à apuração de uma fraude estimada em R$ 12 bilhões. De acordo com as investigações, o banco teria criado carteiras de crédito e fundos sem lastro, que eram revendidos com o objetivo de manter artificialmente a liquidez da instituição.


📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!

Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.

👉 Clique aqui e entre no nosso canal

Em nota oficial, o Banco Central afirmou que “a decretação do regime especial foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master, pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira e por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”.

TCU questiona celeridade da decisão

No dia 19 de dezembro, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou que o Banco Central apresentasse os fundamentos técnico-jurídicos que embasaram a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master. No despacho, o ministro classificou a medida como “extrema” e apontou indícios de uma cronologia atípica no processo decisório.

Na última segunda-feira (29), o Banco Central encaminhou ao TCU sua resposta aos questionamentos. Segundo apuração da CNN Brasil, a estratégia do BC é demonstrar que a liquidação foi resultado de um processo longo, técnico e devidamente documentado, e não de uma decisão precipitada.

Ainda de acordo com a resposta, o Banco Central sustenta que cumpriu integralmente o rito previsto na Lei nº 9.447, que exige a tentativa de alternativas privadas e medidas de saneamento antes da liquidação, com o objetivo de evitar riscos sistêmicos ao setor financeiro.

Tags:

Brasil

Site criado pela

logo