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Ataques dos EUA no Caribe deixam mais de 60 mortos; vítimas incluem pescadores e trabalhadores venezuelanos

Por Redação Arcoverde Agora
Ataques dos EUA no Caribe deixam mais de 60 mortos; vítimas incluem pescadores e trabalhadores venezuelanos

Mais de 60 pessoas foram mortas desde setembro em ataques das Forças Armadas dos Estados Unidos a barcos no mar do Caribe, sob a justificativa de combater o narcotráfico. No entanto, uma investigação da Associated Press (AP) revelou que parte das vítimas eram pescadores, trabalhadores e moradores pobres da costa venezuelana, e não narcoterroristas, como alegou o governo de Donald Trump.

Entre os mortos estão Robert Sánchez, pescador que lutava para sustentar quatro filhos com cerca de US$ 100 por mês, e Luis “Che” Martínez, um contrabandista local conhecido na Península de Paria. Também morreram Dushak Milovcic, ex-cadete militar, e Juan Carlos Fuentes, motorista de ônibus que entrou no tráfico por necessidade.

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Moradores disseram que muitos dos homens faziam apenas suas primeiras viagens como tripulantes de barcos usados no transporte de drogas entre a Venezuela e Trinidad, recebendo cerca de US$ 500 por rota. As famílias acusam os EUA de execuções extrajudiciais, afirmando que os tripulantes deveriam ter sido detidos e julgados.

O Pentágono manteve a versão de que os alvos eram “narcoterroristas”, e Trump declarou que cada barco afundado “salvou 25 mil vidas americanas”. Já o governo venezuelano classificou os ataques como “execuções ilegais”, mas não reconheceu oficialmente as mortes de seus cidadãos.

A ofensiva militar ocorre em meio à pressão dos EUA contra Nicolás Maduro, incluindo a recompensa de US$ 50 milhões por sua captura e o aumento da presença naval americana no Caribe. Desde o início da operação, 17 embarcações foram destruídas, e os familiares das vítimas ainda não conseguiram recuperar os corpos nem obter informações oficiais.

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