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Assessor parlamentar é exonerado após invadir entrevista na GloboNews e proferir ofensas

Por Redação Arcoverde Agora
Assessor parlamentar é exonerado após invadir entrevista na GloboNews e proferir ofensas

A Câmara dos Deputados oficializou, nesta quinta-feira (30), a exoneração do assessor parlamentar Bernardo Moreira Amado Barros. O desligamento, assinado pelo presidente da Casa, Hugo Motta, ocorreu logo após um episódio de invasão durante a transmissão ao vivo do programa Estúdio i, da GloboNews. O servidor, que estava lotado no gabinete do deputado André Janones (Rede-MG), interrompeu uma entrevista que contava com a presença dos deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Lindbergh Farias (PT-RJ), proferindo ofensas e manifestações políticas antes de ser contido pela Polícia Legislativa.

O momento da interrupção aconteceu enquanto os parlamentares discutiam os desdobramentos da votação que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria. O projeto, alvo de intenso debate no Congresso Nacional, propõe alterações nas penas aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Ao se aproximar das câmeras, Barros declarou palavras de baixo calão e gritou frases em apoio à reeleição do presidente Lula, gerando reações imediatas dos parlamentares presentes e da produção da emissora.

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A decisão do Congresso de rejeitar o veto presidencial foi considerada uma derrota política significativa para o governo, ocorrendo poucos dias após o Senado barrar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A nova legislação, que agora segue para promulgação, pode beneficiar cerca de 190 condenados pelos eventos de janeiro de 2023. Especialistas jurídicos apontam que, com as novas regras de dosimetria, que limitam o somatório de penas para crimes de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia antecipar sua progressão de regime prisional em alguns anos, embora o PT já tenha anunciado que pretende recorrer ao STF para questionar a constitucionalidade da medida.

Em nota oficial, o deputado Cabo Gilberto Silva classificou o comportamento do assessor como um ato de desrespeito à democracia e à imprensa. O parlamentar destacou que o servidor utilizou a estrutura da Câmara para promover militância política e silenciar o contraditório, reforçando que a exoneração imediata era necessária para preservar a integridade do Poder Legislativo. O caso reacende discussões sobre o limite da atuação de servidores em cargos comissionados e a segurança de profissionais de imprensa durante a cobertura de eventos políticos em Brasília, especialmente em momentos de alta polarização. As investigações sobre as circunstâncias da contratação e a conduta de Barros continuam sendo acompanhadas pela administração da Câmara dos Deputados.

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