O Ministério Público (MP) de São Paulo classificou a estudante de Direito Ana Paula Veloso como uma "serial killer" (assassina em série). Ela é acusada de ter envenenado e matado quatro pessoas em um esquema que visava a apropriação dos bens das vítimas, por meio de aproximação que envolvia amizade ou namoro.
O MP aguarda agora o resultado de exames periciais para identificar o tipo de veneno utilizado. Pelo menos três dos quatro corpos de vítimas serão exumados para análise, conforme informou a Promotoria.
Ajuda de Cúmplices e Prisões
Para o MP, Ana Paula pode ter tido a ajuda de sua própria irmã gêmea, Roberta Cristina Veloso Fernandes, de 35 anos, e de Michelle Paiva da Silva, de 43, filha de uma das vítimas. As duas mulheres também estão presas por suspeita de envolvimento nos crimes. Michelle foi detida em uma operação conjunta das polícias do Rio e São Paulo na última terça-feira (7).
Ana Paula, Roberta e Michelle continuam sob investigação da Polícia Civil, que apura a possibilidade de haver mais vítimas.
O delegado Halisson Ideiao Leite (1º DP de Guarulhos) revelou que a investigação sobre o envenenamento de alunos em uma faculdade levou à descoberta do caso: “A gente chegou à conclusão que Ana Paula Veloso não era vítima nesse caso, mas sim uma 'serial killer'”.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Crimes e Encomenda pela Filha
Ana Paula foi presa pela primeira vez em julho e teve sua prisão preventiva decretada em 4 de setembro pelos quatro assassinatos. A reviravolta no caso ocorreu com a prisão de Michelle Paiva, suspeita de ter contratado a estudante para matar o próprio pai, o aposentado Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, em Duque de Caxias (RJ), em 26 de abril.
Segundo a investigação, Michelle teria pago R$ 4 mil a Ana Paula. O idoso morreu após comer uma feijoada levada pela estudante. Mensagens de WhatsApp entre as irmãs mostram que elas usavam o código "TCC" (Trabalho de Conclusão de Curso) para tratar do dinheiro que Michelle lhes pagaria pelo assassinato.
As quatro vítimas pelas quais Ana Paula é acusada são:
31 de janeiro: Marcelo Hari Fonseca (51 anos, Guarulhos): Ana Paula e sua irmã eram inquilinas da vítima. O caso foi reaberto e a suspeita principal é de envenenamento.
11 de abril: Maria Aparecida Rodrigues (Guarulhos): A estudante teria servido café e bolo à vítima, usando um nome falso para se apresentar à mãe de uma amiga.
26 de abril: Neil Corrêa da Silva (65 anos, Duque de Caxias): Morto por envenenamento, a mando de sua filha (Michelle). A polícia apura que Ana Paula teria testado o veneno em dez cães antes do crime.
23 de maio: Hayder Mhazres (21 anos, São Paulo): Tunisiano com quem Ana Paula mantinha relacionamento. A estudante teria mentido para a família dele sobre uma suposta gravidez para pedir dinheiro.
As investigações continuam para determinar a participação individual das três mulheres presas e se há outras vítimas.






