O cenário político no Rio de Janeiro sofreu uma alteração significativa nesta quinta-feira (28), com o anúncio oficial da desistência do ex-governador Cláudio Castro (PL) de sua pré-candidatura ao Senado. A decisão, classificada pelo político como uma das mais difíceis de sua trajetória pública, surge em um momento de intensa pressão jurídica, após o ex-governador ter sido alvo de duas operações deflagradas pela Polícia Federal em um intervalo de apenas 15 dias.
Com o vazio deixado na chapa, a responsabilidade de definir o nome que representará o Partido Liberal na disputa recai agora sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, a expectativa é de que o martelo seja batido entre esta quinta-feira (28) e a sexta-feira (29), após uma reunião estratégica entre Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. O trio de possíveis substitutos inclui nomes de forte articulação na legenda: o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante; o atual senador Carlos Portinho; e o deputado federal Carlos Jordy.
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A trajetória de Cláudio Castro, que vinha consolidando seu nome para o Senado, foi abalada por investigações que apuram, entre outros pontos, supostos favorecimentos à Refinaria de Manguinhos (Refit) e irregularidades envolvendo aportes bilionários do Rioprevidência em investimentos ligados ao Banco Master. Em um pronunciamento público, Castro enfatizou que o recuo é necessário para que ele possa se dedicar integralmente à sua defesa jurídica e à proteção de sua família, alegando ser alvo de narrativas que tentam criminalizar atos administrativos.
Dentro do PL, a leitura de especialistas e lideranças partidárias é de que a manutenção da candidatura tornou-se juridicamente insustentável frente aos desdobramentos das operações da PF. A cúpula do partido já antecipava o movimento de desistência e agora concentra esforços para manter a competitividade eleitoral através de uma transição rápida. A escolha final, que será tomada pelo clã Bolsonaro, deverá levar em conta não apenas a lealdade partidária, mas a capacidade de cada um dos cotados em angariar o eleitorado conservador fluminense, mantendo a força política do PL no estado. O anúncio oficial do sucessor é aguardado com expectativa por aliados e adversários, visto que o cargo de senador é uma das peças-chave no tabuleiro das eleições nacionais.






