Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstram crescente pessimismo quanto à possibilidade de evitar sua prisão em regime fechado, após a condenação a 27 anos e três meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O prazo para análise dos embargos de declaração se encerra no dia 14, com todos os ministros já tendo se manifestado pela rejeição do recurso. A informação é da jornalista Isabel Mega, da CNN Brasil.
“Em Brasília, há um clima de apreensão tanto no governo do Distrito Federal quanto entre aliados sobre a decisão de Alexandre de Moraes quanto ao local onde Bolsonaro cumprirá a pena”, afirmou a analista. O Complexo Penitenciário da Papuda e a Superintendência da Polícia Federal estão entre as possibilidades avaliadas.
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Os apoiadores do ex-presidente traçam um paralelo com o caso de Fernando Collor de Mello, que em abril deste ano foi preso em Maceió, mas obteve prisão domiciliar uma semana depois por questões de saúde. “A expectativa é de que a defesa de Bolsonaro possa seguir estratégia similar, alegando fragilidades em sua condição de saúde”, concluiu Isabel Mega.
Entre os aliados mais próximos, cresce a crítica à desmobilização da direita neste momento. A pauta da anistia, antes defendida com força, perdeu espaço, e há dificuldades em reunir apoio político no Congresso Nacional para discutir a situação de Bolsonaro, especialmente no que se refere ao uso de sua saúde como argumento para evitar o regime fechado.






