Os partidos da coalizão governista da Alemanha chegaram a um acordo para estabelecer um novo processo de serviço militar, que exige o alistamento obrigatório de todos os homens com mais de 18 anos. A medida busca ampliar o contingente militar para mais de 260 mil soldados ativos e 200 mil reservistas, em meio a uma estratégia de preparação para uma possível guerra até 2029.
O plano encerra o atual modelo voluntário e obriga homens nascidos a partir de 1º de janeiro de 2008 a se apresentarem às Forças Armadas, passarem por exames médicos e preencherem um questionário de motivação e aptidão.
Apesar do alistamento obrigatório, o serviço militar continuará voluntário, sendo o recrutamento compulsório uma opção apenas se o número de voluntários for insuficiente — nesse caso, o Parlamento poderá ativar um sistema de seleção aleatória.
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A Alemanha suspendeu o serviço militar obrigatório em 2011, mas o avanço russo na Ucrânia e as tensões na OTAN pressionaram o governo a reforçar a capacidade defensiva. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, defende que o país precisa estar preparado para uma guerra até 2029 e que a nova legislação deve entrar em vigor no início de 2026.
O projeto também prevê incentivos aos voluntários, como salários de cerca de €2,6 mil (R$ 15,9 mil), benefícios adicionais e apoio para obtenção de carteira de motorista.
Entretanto, questões ainda estão em aberto, como o tratamento de casos de recusa ao serviço militar e a participação de mulheres, que dependeria de uma mudança constitucional aprovada por dois terços do Parlamento.






