Durante sua visita à Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP), o pré-candidato à presidência da República, Aldo Rebelo (DC), apresentou uma plataforma política centralizada na desburocratização e na reforma da gestão pública. O ex-ministro defendeu que o Brasil sofre de uma "interdição institucional" e que o país não é pobre, mas sim um território cujas potencialidades de desenvolvimento estariam travadas por excesso de intervenções de órgãos de controle e do Poder Judiciário.
Rebelo destacou que, em um eventual mandato, priorizaria a apresentação de um "emendão" constitucional destinado a revogar ou modificar dispositivos que permitem a paralisação de grandes projetos de infraestrutura. Segundo o político, instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério Público, o Ibama, a Funai e o ICMBio detêm hoje um poder de veto excessivo, que inviabiliza investimentos de longo prazo, citando como exemplo o impasse na construção da ferrovia Ferrogão (EF-170).
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A proposta central de Rebelo para contornar esses entraves é a criação de uma autoridade única de licenciamento. A ideia é substituir a multiplicidade de órgãos licenciadores por um órgão centralizador, visando garantir segurança jurídica e rapidez na execução de obras essenciais para o escoamento da produção agrícola nacional. Para o ex-deputado, essa medida é fundamental para evitar que o presidente da República se torne uma figura apenas "ornamental", transferindo o poder decisório para corporações e órgãos técnicos que não passam pelo escrutínio das urnas.
A presença de Aldo Rebelo na Agrishow, um dos maiores eventos do setor agropecuário do mundo, reflete a corrida eleitoral antecipada para 2026. O evento tem servido como vitrine para diversos nomes do cenário nacional, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, o governador de Minas Gerais Romeu Zema e o senador Ronaldo Caiado. Cada um desses atores tem utilizado o palco da feira para reforçar suas agendas, seja defendendo o agronegócio, criticando a atuação do Supremo ou discutindo políticas econômicas de fomento ao setor. O discurso de Rebelo, portanto, insere-se em um debate mais amplo sobre a governabilidade e o equilíbrio entre os poderes em um cenário de forte polarização política e crescente busca pelo apoio do setor produtivo rural brasileiro.






