Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, elevou o tom contra o governo Lula ao afirmar que há interferência indevida na sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal. A sessão está marcada para 10 de dezembro, mas o Executivo ainda não enviou toda a documentação obrigatória, o que impede o andamento regular do processo.
Segundo Alcolumbre, o atraso “causa perplexidade” e aparenta tentativa do governo de influenciar o cronograma, prerrogativa exclusiva do Senado. Ele afirma que o prazo para a sabatina segue o padrão da maioria das indicações anteriores e que não haverá protelação.
Em resposta, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), negou qualquer tentativa de interferência e classificou como falsas as insinuações sobre negociações políticas envolvendo cargos ou emendas. Ela destacou que todas as sabatinas anteriores ocorreram com transparência e respeito institucional.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Nos bastidores, cresce a tensão entre Executivo e Legislativo. Alcolumbre tem dito a aliados que possui até 60 votos para rejeitar Messias no plenário, caso o impasse se agrave — um cenário que poderia gerar uma crise inédita desde o século 19, quando o Senado barrou pela última vez uma indicação ao STF.
Embora Jorge Messias seja bem avaliado politicamente, a disputa envolve articulações mais amplas. Parte do Senado desejava que Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fosse o escolhido para a vaga. A resistência de Alcolumbre tem levado apoiadores de Messias a agir com discrição.
A crise, segundo parlamentares, ultrapassa a figura do indicado e coloca em jogo o equilíbrio entre os Poderes. A expectativa é de que haja algum movimento do governo para evitar uma derrota histórica no Senado.






