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AGU aciona Justiça dos EUA para defender soberania do STF em processo contra Moraes

Por Redação Arcoverde Agora
AGU aciona Justiça dos EUA para defender soberania do STF em processo contra Moraes

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou, nesta segunda-feira (15), que ingressará formalmente na Justiça dos Estados Unidos para defender os interesses do Estado brasileiro no âmbito do processo movido pela Trump Media e pela plataforma Rumble contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida visa garantir a proteção das decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte brasileira, que vêm sendo questionadas por entidades estrangeiras. Segundo o órgão, a petição de intervenção busca habilitar a União nos autos, uma vez que a ação original foi direcionada pessoalmente ao magistrado.

O posicionamento da AGU destaca que a submissão de atos jurisdicionais soberanos à apreciação de cortes estrangeiras configura uma grave ofensa à imunidade de jurisdição. Este princípio é amplamente reconhecido pelo Direito Internacional e, inclusive, pela legislação norte-americana. O órgão argumenta que o Brasil jamais consentiu com a revisão de suas decisões judiciais por magistrados de outros países, classificando a iniciativa das empresas como uma tentativa de fragilizar a independência do Poder Judiciário nacional e um desrespeito à soberania brasileira, reforçando que qualquer contestação legal deve ser feita internamente, seguindo os ritos processuais vigentes no país.

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O desdobramento ocorre após o presidente do STF, ministro Edson Fachin, solicitar que a AGU tomasse as devidas providências diante do avanço da notificação judicial nos EUA. As companhias, Trump Media e Rumble, alegam que as ordens de bloqueio e restrição de conteúdo impostas por Moraes constituem censura e violam garantias constitucionais americanas. No Brasil, contudo, o entendimento jurídico é de que ministros não podem ser responsabilizados pessoalmente pelo exercício legítimo de suas funções jurisdicionais.

Desde o início dos inquéritos sobre atos antidemocráticos e ataques às instituições, centenas de contas foram bloqueadas por ordem judicial, sendo que a maioria já foi reativada após revisões. O embate jurídico internacional ganha contornos de disputa diplomática, enquanto o governo brasileiro reafirma que a jurisdição nacional é inegociável. A AGU segue acompanhando o trâmite processual com o objetivo de assegurar que a autonomia das instituições brasileiras seja respeitada, evitando que o Poder Judiciário do país sofra interferências externas indevidas em suas competências constitucionais.

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