O Aeroporto de Fernando de Noronha deu um passo significativo em direção à modernização de sua infraestrutura com a implementação oficial da biometria facial. Esta tecnologia, que visa otimizar o controle migratório e elevar os níveis de segurança, já está em operação para servidores públicos e residentes locais. O sistema utiliza a plataforma "Noronha na Palma da Mão", um aplicativo desenvolvido em uma colaboração estratégica entre a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Administração da Ilha. As catracas inteligentes, instaladas no novo setor de desembarque, representam o ápice de um projeto que pretende tornar o acesso ao arquipélago mais fluido e tecnológico.
Atualmente, o projeto atravessa uma fase de testes assistidos, prevista para durar até 60 dias, permitindo que a população local se familiarize com a nova dinâmica de fluxo. De acordo com as autoridades locais, após o período de maturação, a funcionalidade será estendida aos turistas, permitindo uma centralização digital de registros de entrada e saída. Virgílio Oliveira, administrador de Fernando de Noronha, destacou que a ferramenta não apenas moderniza o trânsito de pessoas, mas também consolida uma série de serviços públicos e de mobilidade em uma única interface digital, prometendo reduzir a burocracia e aumentar a eficiência da gestão insular.
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Em contraste com a inovação digital, a infraestrutura física do aeroporto enfrenta desafios operacionais. As obras de recuperação da pista, sob responsabilidade da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), tiveram o prazo de conclusão postergado para dezembro de 2026. O cronograma, que originalmente previa a finalização das atividades de reforma em 2024, sofreu alterações devido a intervenções necessárias no pátio de estacionamento das aeronaves. Incidentes anteriores, onde aeronaves ficaram retidas após falhas no asfalto, exigiram um reforço na utilização de insumos, o que drenou parte do material destinado à pista principal.
A obra, que envolve um investimento vultoso de R$ 60 milhões, abrange mais de 1.800 metros de extensão. A prorrogação foi formalmente autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para assegurar a integridade do pavimento e a segurança dos passageiros. Com a necessidade de reposição de 10 mil toneladas adicionais de material, a gestão estadual reforça o compromisso de entregar uma infraestrutura aeroportuária robusta, capaz de sustentar o crescimento do turismo e a qualidade de vida dos moradores de Fernando de Noronha a longo prazo.






