Durante a sessão desta segunda-feira (3), na Câmara de Vereadores de Arcoverde, o advogado Fernandes Braga, responsável pela defesa do vereador Claudelino Costa, apresentou detalhes sobre o caso que envolve o parlamentar. Segundo o defensor, Claudelino estaria sendo vítima de extorsão desde o mês de junho, e o boletim de ocorrência registrado recentemente contra o empresário Micael Gois marca o início de uma nova fase nas investigações.
Braga explicou que o período de silêncio adotado por seu cliente foi uma estratégia orientada pela defesa, com o objetivo de reunir informações e compreender melhor os fatos.
“Claudelino me procurou, explicou o que havia ocorrido, e nós identificamos um quadro grave. Ele vinha sendo intimidado e extorquido por um cidadão que se apresenta como denunciante e tenta se colocar como um ‘super-herói’, quando na verdade é um falsário”, afirmou.
O advogado também declarou que o vídeo amplamente divulgado nas redes sociais foi manipulado, omitindo detalhes importantes. “Por trás daquele vídeo havia um homem armado, acompanhado de dois seguranças, exigindo o pagamento de uma dívida inexistente. Isso, no direito penal, tem nome: extorsão”, ressaltou. O material, segundo ele, já foi entregue à Polícia Civil e passou a integrar o inquérito instaurado nesta terça-feira (5).
Braga destacou ainda que o vereador não tem poder para nomear ou exonerar cargos na Câmara, competência que cabe exclusivamente à presidência do Legislativo. A defesa, segundo ele, apresentará provas e testemunhos que reforçam a inocência do parlamentar e denunciam uma tentativa de manchar sua imagem pública.
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Questionado sobre a demora em procurar as autoridades, o advogado afirmou que Claudelino é uma pessoa pacata e agiu por prudência. “Ele não é de confronto. Sentiu medo, se sentiu ameaçado e temeu por sua família. Mas agora, com segurança e orientação jurídica, decidiu se manifestar e buscar justiça”, disse.
Em relação ao trâmite interno, Fernandes Braga informou que já tomou conhecimento da comissão prévia instaurada na Câmara para avaliar a denúncia e aguarda o recebimento formal da notificação. “Estamos à disposição da comissão e dos demais vereadores para esclarecer os fatos e cobrar responsabilidade de quem tentou construir uma narrativa falsa”, afirmou.
Ao final, o advogado elogiou a postura do presidente da Câmara, Luciano Pacheco, e defendeu que o processo siga dentro da legalidade. “A Câmara tem feito seu papel com zelo. O presidente tem seguido o regimento e conduzido os trabalhos dentro da lei. E, se porventura alguém se afastar da legalidade, estaremos aqui para garantir que a justiça prevaleça”, concluiu.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Arcoverde, que já ouviu o vereador e deve escutar outras partes envolvidas nos próximos dias.






