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Advogado afirma que morte de Rodrigo Castanheira foi homicídio premeditado

Por Redação Arcoverde Agora
09/02/2026
Advogado afirma que morte de Rodrigo Castanheira foi homicídio premeditado

O advogado da família de Rodrigo Castanheira afirmou, na tarde deste domingo (8), que a morte do adolescente foi resultado de um “homicídio premeditado”. Rodrigo morreu na manhã deste sábado (7), após 16 dias internado em estado gravíssimo, em decorrência de agressões sofridas durante uma briga.

Segundo o advogado Albert Halex, a violência não foi um ato isolado, mas sim uma emboscada organizada por um grupo. Ele afirmou ainda que existem outros elementos que indicam o envolvimento de mais pessoas no crime. “Foi um homicídio premeditado por um grupo que realizou uma emboscada. Então, todos aqueles que estavam dentro do veículo deverão responder pelo homicídio”, declarou.

De acordo com a defesa da família, o episódio teria começado após um desentendimento entre Rodrigo e um adolescente mais novo, colega de escola. Esse jovem, segundo o advogado, seria amigo de Pedro Turra, apontado como agressor preso, e teria motivado o ataque por ciúmes e perseguições recorrentes. “Temos a notícia de que Rodrigo Castanheira queria mudar de sala por causa da perseguição deste garoto”, afirmou.

Ainda segundo Albert Halex, a delegacia já trata o caso como homicídio, e a defesa sustenta que o crime foi doloso, quando há intenção de matar, diante dos indícios de emboscada.

Agressor preso

O agressor, de 19 anos, foi identificado como Pedro Arthur Turra Basso. Inicialmente, ele chegou a ser preso e liberado após pagamento de fiança de R$ 24,3 mil, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva dias depois. Atualmente, Pedro Turra está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda, onde permanece em cela individual após relatar ameaças. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

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Durante a agressão, Rodrigo sofreu golpes, caiu e bateu a cabeça, desenvolvendo um quadro grave de traumatismo craniano, além de uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos. Ele foi socorrido e levado para um hospital particular em Águas Claras, onde permaneceu em coma induzido desde a madrugada de 23 de janeiro.

Em nota, o Hospital Brasília Águas Claras confirmou que, “apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais”.

Posição da defesa

A defesa de Pedro Turra divulgou nota neste sábado (7) afirmando que a família do piloto “lamenta profundamente o falecimento de Rodrigo Castanheira”. Em comunicado posterior, os advogados informaram que o acusado estaria “abatido e profundamente entristecido” e que teria demonstrado “preocupação com a família, namorada e amigos”.

Segundo a defesa, Pedro manifestou “profundo arrependimento” e afirmou que sua primeira preocupação foi o estado de saúde do jovem hospitalizado. A nota também informa que ele recebeu o livro “Luz nas Grades” e uma Bíblia, que estariam servindo como “instrumento de reflexão, amparo espiritual e força neste período particularmente difícil”.

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