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Advogada é presa após arrastar homem no capô de veículo em Caruaru

Por Redação Arcoverde Agora
30/04/2026 - Atualizado há 19 horas
Advogada é presa após arrastar homem no capô de veículo em Caruaru

A Polícia Civil de Pernambuco cumpriu, na tarde desta quinta-feira (30), um mandado de prisão temporária contra a advogada Fernanda Ferreira de Souza. A profissional é investigada por uma suposta tentativa de homicídio ocorrida na última terça-feira (28), no bairro do Salgado, em Caruaru, no Agreste do estado. O incidente ganhou repercussão após imagens de segurança registrarem o momento em que a suspeita, ao tentar evadir-se de uma ordem judicial de busca e apreensão de um automóvel, arrastou um fiel depositário sobre o capô do veículo em movimento.

O episódio envolveu o oficial de Justiça Marcones Alves Feliciano, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e o fiel depositário Rodolfo Morais de Gusmão. Durante o cumprimento da diligência, a advogada teria decidido deixar o local de forma abrupta, momento em que o fiel depositário acabou sendo atingido e, para não ser atropelado, precisou se agarrar à parte frontal do carro. O caso mobilizou as autoridades locais e gerou intensa repercussão devido ao risco de vida a que a vítima foi exposta durante a manobra de fuga.

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A delegada Natália Araújo, que conduz o inquérito policial, destacou que agentes da força de segurança presenciaram parte da movimentação e iniciaram um acompanhamento tático para cessar o perigo. Embora as vítimas tenham sofrido apenas ferimentos leves e abalo emocional, a gravidade da conduta foi determinante para a solicitação da prisão temporária. A defesa da advogada, em nota oficial, sustenta que Fernanda não tinha conhecimento da ordem judicial de busca e apreensão e alegou que, diante da falta de identificação clara por parte dos envolvidos, teria agido sob o temor de estar sendo vítima de uma tentativa de assalto.

Após a repercussão do caso, a advogada não foi encontrada imediatamente pelas autoridades, sendo localizada e presa apenas dois dias após o ocorrido. O caso segue sob rigorosa investigação da Polícia Civil, que agora analisa as imagens de monitoramento e os depoimentos das partes envolvidas para esclarecer todos os detalhes da ocorrência. Até o momento, o Tribunal de Justiça de Pernambuco não forneceu novos detalhes sobre o prosseguimento da ordem de apreensão. A sociedade local aguarda o desdobramento do processo, que reforça a discussão sobre a necessidade de segurança em diligências judiciais.

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