Um adolescente palestino de 14 anos, identificado como Jad Jadallah, morreu após ser baleado em novembro passado no campo de refugiados de al-Far'a, na Cisjordânia ocupada.
Segundo relatos de testemunhas e vídeos verificados pela imprensa internacional, o jovem foi atingido por disparos efetuados por soldados das Forças de Defesa de Israel durante uma incursão militar na área.
Circunstâncias do disparo
Imagens de câmeras de segurança mostram três adolescentes próximos a um beco quando soldados israelenses aparecem a poucos metros de distância. Nas gravações, um militar parece apontar a arma e efetuar disparos. Jad tenta correr, mas cai poucos metros adiante.
O Exército israelense afirmou que o adolescente teria atirado uma pedra contra os soldados e classificou o ato como tentativa de ataque, o que, segundo suas regras operacionais, poderia justificar o uso de força letal.
Demora no atendimento
Após ser atingido, Jad permaneceu no chão enquanto soldados formavam um perímetro ao redor dele. Duas ambulâncias palestinas, enviadas após chamado de emergência, teriam sido impedidas de se aproximar, segundo o Crescente Vermelho Palestino.
Paramédicos relataram que aguardaram por cerca de 35 minutos sem autorização para prestar socorro. A mãe do adolescente também afirmou que foi impedida de se aproximar.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Em nota, as IDF declararam que realizaram “tratamento médico inicial” após verificarem que o jovem não portava explosivos, mas não detalharam quais procedimentos foram realizados.
Alegação de tentativa de incriminação
Vídeos registrados no local mostram um soldado deixando um objeto próximo ao corpo do adolescente antes de fotografá-lo. A família sustenta que se tratava de uma pedra colocada ao lado do jovem para reforçar a versão de que ele teria atacado os militares.
O grupo israelense de direitos humanos B'Tselem afirmou que as imagens levantam dúvidas e que a ação, caso confirmada, seria grave. As IDF
Retenção do corpo e investigação
As circunstâncias exatas da morte — como número de disparos e ferimentos — permanecem indefinidas. As Forças de Defesa de Israel se recusaram a devolver o corpo à família e não informaram oficialmente os detalhes médicos do caso.
Segundo dados da ONU citados por organizações internacionais, dezenas de menores palestinos foram mortos na Cisjordânia no último ano, em meio ao aumento das operações militares após os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
O caso amplia as tensões já elevadas na região e reacende o debate internacional sobre o uso da força em operações militares na Cisjordânia.






