As ações da petroquímica Braskem enfrentaram um pregão de intensa desvalorização nesta quinta-feira (18), registrando uma queda próxima a 12% e renovando sua mínima anual. O movimento acentuado de venda reflete um cenário de crescente incerteza entre investidores, impulsionado pela dificuldade da companhia em avançar nas negociações de reestruturação de sua dívida e pelo agravamento das preocupações jurídicas relacionadas ao desastre socioambiental em Maceió, Alagoas.
Analistas do UBS BB destacaram que, embora o setor petroquímico apresente um ambiente de margens mais favoráveis, a saúde financeira da Braskem no curto prazo permanece sob severa pressão. A percepção de riscos imediatos em relação às obrigações financeiras tem gerado uma volatilidade atípica nos papéis da empresa, que chegaram a ser negociados em patamares significativamente inferiores aos registrados no início deste ano, quando a companhia atingiu sua máxima intradia.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Relatórios recentes indicam que a Braskem, em conjunto com seu controlador IG4 Capital, enfrenta resistência por parte dos credores quanto aos termos da proposta de reestruturação extrajudicial. Fontes de mercado sugerem que a divergência se concentra na percepção de que a oferta favoreceria grupos específicos em detrimento de outros, além de críticas sobre as garantias oferecidas pela companhia. Em paralelo, a Justiça Federal de Alagoas tornou a empresa e ex-dirigentes réus por responsabilidades ligadas ao afundamento do solo em Maceió, fato que exacerbou o pessimismo do mercado.
Mesmo com a aprovação, pelos acionistas, de mudanças estatutárias que permitem ao conselho de administração decidir sobre processos de recuperação, a incerteza quanto à liquidez da companhia permanece. Analistas reforçam que, apesar do potencial de superação a longo prazo, o risco de diluição de acionistas minoritários e o peso do passivo jurídico mantêm a recomendação neutra, deixando a empresa em um compasso de espera por soluções definitivas para seus desafios operacionais e financeiros.






