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Ação de pescadores ao retirar tubarão-cabeça-chata no Paiva gera indignação e apuração ambiental

Por Redação Arcoverde Agora
Ação de pescadores ao retirar tubarão-cabeça-chata no Paiva gera indignação e apuração ambiental

Um episódio de extrema gravidade chocou banhistas e autoridades no litoral pernambucano no último domingo, dia 29. Um espécime da espécie tubarão-cabeça-chata, pesando aproximadamente 150 quilos, foi retirado das águas por um grupo de pescadores na Praia do Paiva, situada no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. O registro do animal na faixa de areia rapidamente ganhou repercussão devido à brutalidade das imagens que circulam pelas redes sociais.

Conforme os vídeos obtidos, pelo menos quatro homens participaram do esforço para arrastar o predador até a areia. O cenário tornou-se ainda mais controverso quando dois dos indivíduos começaram a decepar as barbatanas do animal com o uso de facas, tratando o momento como uma espécie de troféu, chegando a subir sobre o tubarão para registrar fotografias. A atitude levantou alertas sobre possíveis infrações à legislação ambiental vigente no estado de Pernambuco.

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A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, através da Secretaria de Política Urbana e Meio Ambiente, declarou que foi formalmente notificada sobre o incidente na manhã de segunda-feira (30) e que já deu início aos procedimentos de apuração dos fatos. Órgãos estaduais, incluindo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) e a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), foram questionados sobre as normas de pesca na região e a classificação legal da conduta dos envolvidos, visto que a espécie possui histórico de envolvimento em ataques fatais na costa pernambucana.

Especialistas em vida marinha reforçam que a espécie cabeça-chata é considerada perigosa e, tragicamente, esteve envolvida em incidentes graves na região, como o ataque fatal a um adolescente de 13 anos na Praia Del Chifre, em Olinda, ocorrido em janeiro de 2026. A dualidade entre a segurança dos banhistas e a proteção da fauna marinha é um debate recorrente no litoral pernambucano, que agora aguarda um posicionamento oficial das autoridades de segurança sobre possíveis sanções aos pescadores identificados nas filmagens.

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