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Pernambuco

A arte por trás das lentes: Figurino de 'O Agente Secreto' resgata a estética pernambucana dos anos 70

Por Redação Arcoverde Agora
13/03/2026
A arte por trás das lentes: Figurino de 'O Agente Secreto' resgata a estética pernambucana dos anos 70

O aclamado longa-metragem 'O Agente Secreto', que se tornou um fenômeno cinematográfico e agora concorre em quatro categorias no Oscar, tem chamado a atenção não apenas pelo roteiro e atuações, mas pela precisão técnica e estética de seu figurino. A figurinista Rita Azevedo, responsável por transportar o público para o Recife da década de 1970, revela que o sucesso visual da obra é fruto de um meticuloso processo de pesquisa que atravessou acervos históricos e álbuns de família, estabelecendo uma ponte emocional entre o passado e o presente.

A colaboração entre Azevedo e o diretor Kleber Mendonça Filho, que já conta com um histórico de três produções em conjunto, permitiu uma sintonia fina na construção da identidade visual do longa. Segundo a figurinista, a necessidade de dialogar com o imaginário do cineasta sobre o período exigiu cerca de oito semanas de preparação intensa, onde cada peça de vestuário foi pensada para refletir não apenas a moda, mas a realidade social e climática do Recife daquela época.

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Um dos pontos mais curiosos da produção foi o uso de acervos privados. A caracterização do protagonista, interpretado por Wagner Moura, foi inspirada diretamente pelo estilo do pai de Rita Azevedo, que atuava como engenheiro no período. Esse resgate afetivo foi fundamental para imprimir veracidade às expressões e trejeitos do personagem. Além disso, a equipe enfrentou o desafio de vestir cerca de 50 personagens principais e centenas de figurantes, lidando com nuances de classes sociais, a modelagem específica de camisas e calças da época e o desafio de equilibrar o estilo com o calor característico da capital pernambucana.

A logística de produção foi grandiosa, envolvendo o uso de aproximadamente três mil peças, das quais 70% foram alugadas de acervos especializados e o restante confeccionado por costureiras locais. A presença constante de profissionais no set para ajustes rápidos, como bainhas e o icônico modelo 'boca de sino', garantiu a qualidade visual das cenas. O impacto foi tamanho que uma das peças, a blusa do bloco carnavalesco Pitombeira, tornou-se um item de desejo popular nas ruas. Com a expectativa pela cerimônia do Oscar, Rita Azevedo celebra o reconhecimento de um trabalho que, além de técnico, foi um mergulho profundo na memória cultural de Pernambuco.

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