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Pernambuco

Polícia Militar resgata ouriço-pigmeu-africano comercializado ilegalmente no Recife

Por Redação Arcoverde Agora
06/04/2026
Polícia Militar resgata ouriço-pigmeu-africano comercializado ilegalmente no Recife

Uma operação realizada pelo Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar de Pernambuco resultou no resgate de um ouriço-pigmeu-africano no Mercado Público da Madalena, situado na Zona Oeste do Recife. A ação, ocorrida no último sábado, retirou o animal de uma situação de comercialização clandestina, visto que o espécime era mantido em uma gaiola e exposto para venda sem qualquer licença ambiental exigida pelos órgãos competentes. A ocorrência foi formalmente reportada pelas autoridades militares na manhã do domingo seguinte, destacando o rigor da fiscalização contra o tráfico de fauna.

O responsável pela venda do animal foi detido em flagrante pelos policiais e encaminhado para a Central de Flagrantes da Capital, localizada no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife, para prestar esclarecimentos e enfrentar os procedimentos legais cabíveis. O ouriço foi prontamente recolhido pelas autoridades e levado, inicialmente, à sede do Batalhão de Polícia Ambiental em Igarassu, sendo posteriormente transferido ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras) Tangará, na Guabiraba, onde passará por avaliações veterinárias detalhadas para assegurar seu bem-estar e saúde.

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O ouriço-pigmeu-africano, cientificamente conhecido como Atelerix albiventris, é um mamífero insetívoro cujas características físicas, como o corpo revestido por espinhos, servem como estratégia de defesa. Embora seja um animal comum como pet em algumas partes do globo, a sua introdução e comercialização no Brasil são estritamente reguladas. De acordo com diretrizes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o comércio de espécies exóticas ou silvestres exige autorização específica de criadouros devidamente registrados.

A manutenção de animais sem a devida procedência legal configura crime ambiental, sujeito a sanções administrativas, como multas elevadas, e penalidades criminais. O caso reforça a necessidade de conscientização sobre os riscos ambientais causados pela introdução de espécies exóticas em ecossistemas locais sem o devido controle estatal. A Polícia Civil permanece investigando o caso para determinar as implicações legais contra o infrator e coibir novas práticas de comércio irregular que coloquem em risco a biodiversidade e o bem-estar dos animais comercializados fora das normas vigentes no território nacional.

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