Operação Wi-Fi: Polícia investiga suspeitas de desvio de verbas públicas em produtora de filme sobre Bolsonaro

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta segunda-feira (1º), a denominada Operação Wi-Fi, voltada a apurar supostas irregularidades em contratos celebrados entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). No epicentro das investigações estão três empresas controladas por Karina da Gama: a Go Up, o ICB e a Go 7 Assessoria. O foco principal das autoridades recai sobre a suspeita de fraudes na instalação de redes de internet sem fio em equipamentos públicos da capital paulista.
Embora a investigação tenha como objetivo central o contrato de conectividade, a produtora responsável pelo filme 'Dark Horse', longa-metragem que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, também foi incluída no mandado de busca e apreensão. A decisão judicial, proferida pelo juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner, baseou-se no argumento da Polícia Civil de que seria necessária uma análise profunda dos fluxos de caixa de todas as empresas de Karina da Gama, dada a suspeita de confusão patrimonial e possível desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos.
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Segundo documentos aos quais a investigação teve acesso, existe a suspeita de que verbas destinadas ao programa municipal de Wi-Fi possam ter sido utilizadas indiretamente para financiar a produção cinematográfica, cujo orçamento estimado varia entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões. O Ministério Público e a Polícia buscam esclarecer se o início da produção do filme coincidiu de forma suspeita com o recebimento dos repasses públicos milionários pelo ICB. A Justiça autorizou que a equipe policial realize a extração de dados de dispositivos eletrônicos, incluindo comunicações telefônicas, mensagens de aplicativos e registros em nuvem.
A decisão judicial também concedeu permissão para que as autoridades procedam com a abertura forçada de cofres, armários ou depósitos trancados, caso não haja cooperação voluntária dos responsáveis. A investigação, que ainda se encontra em fase de atualização, tenta determinar se houve, de fato, a utilização indevida de verbas da Prefeitura de São Paulo em proveito da produtora Go Up Entertainment Ltda. Até o momento, as defesas dos envolvidos não apresentaram manifestação pública detalhada, mas o desdobramento da operação promete revelar novos detalhes sobre a movimentação financeira entre a ONG e as produtoras envolvidas no filme protagonizado pelo ator Jim Caviezel.
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Policia
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