Lula defende o PIX em Goiás e critica medidas comerciais de Donald Trump

Em uma demonstração contundente durante evento realizado nesta terça-feira (2) em Catalão, Goiás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exibiu um cartaz com a frase "O PIX é do Brasil". A manifestação ocorreu em resposta ao recente anúncio de um pacote de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, proposto pelo governo dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump. Para o mandatário brasileiro, a reação norte-americana é intempestiva e ignora o superavit comercial que o país detém sobre o Brasil há 15 anos, totalizando cerca de US$ 415 bilhões.
Lula argumentou que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o PIX, tornou-se um alvo do descontentamento americano por sua eficiência e natureza pública. Segundo o presidente, a preocupação de Washington reside na concorrência direta que o sistema impõe às gigantes do setor de cartões de crédito dos Estados Unidos. "O PIX assusta eles porque é de graça, é público e resolve o problema do povo sem intermediários", afirmou Lula, convidando, em tom provocativo, que o governo americano adote a tecnologia em vez de temê-la.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
O cenário diplomático permanece tenso, com o presidente brasileiro cobrando um telefonema de Trump para esclarecer as medidas anunciadas. Lula relembrou que ambos haviam estabelecido um prazo de negociação até 15 de julho para tratar de pautas bilaterais, salientando que o Brasil não aceitará decisões unilaterais impostas sob falsas alegações de déficit comercial. O governo brasileiro mantém a postura de buscar o diálogo, mas reforça que a soberania econômica, representada pelo êxito tecnológico do PIX, não está em negociação.
Vale ressaltar que, até o momento, a tarifa mencionada não entrou em vigor. O processo segue um cronograma formal que inclui consultas públicas e investigações conduzidas pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR). A lista de preocupações americanas vai além das finanças, englobando críticas ao desmatamento ilegal, propriedade intelectual e combate à corrupção. O governo brasileiro agora se prepara para uma rodada intensiva de negociações ministeriais, visando reverter o quadro antes da decisão final prevista para meados de julho de 2026. Acompanhe os desdobramentos desta disputa comercial e as orientações para o setor exportador em nossas próximas atualizações.
Tags:
Brasil
Mais notícias

Canil clandestino com 150 animais é descoberto em situação degradante em Paulista
2 de junho de 2026 às 15:05
Polícia Civil descarta furto de relógio de luxo de influenciadora em aeroporto de SP
2 de junho de 2026 às 17:45



